domingo, 3 de junho de 2007

Perdendo a fé... ou talvez não!?

Cada vez mais acredito que fé não tem necessariamente haver com religião e muito menos ter fé terá haver com acreditar na igreja. Sou Cristã, sou Católica, mas isso não implica que acredite cegamente em tudo que me dizem, sem o questionar. Se assim fosse, não teria nascido com um cérebro pensante, mmm por vezes até demais.

Cada vez mais aprendo, a meu próprio custo, a por em dúvida muitos conceitos pré-estabelecidos. A natureza humana é deveras falível para sustentar uma uniformidade de valores pré-definidos, sem que esses mesmos caiam por terra de quando em vez.

Acredito que perfeito, somente existiu um e mesmo esse não conseguiu que sua perfeição fosse completamente compreendida pelos "homens", nem ao longo de 2007 anos, quanto mais nos primeiros 33! Se ele foi crucificado por amar demais, como podemos nós, "simples mortais" esperarmos que sejamos compreendidos, aceites, respeitados, amados e que nos permitam viver em estado de graça, com paz e felicidade?

Seria presunção? Ou mera ilusão? Cá para mim, se conseguimos seguir em frente, muitas vezes fazendo de conta que o mundo não nos afecta, é precisamente por sermos tão imperfeitos, dessa forma conseguimos misturar-mo-nos na multidão e usar nossas falhas humanas como um verdadeiro escudo protector, de forma a tentarmos manter o mais intactas possível, nossas virtudes (cada um às suas, sejam elas quais forem). A salvo das influencias nefastas... das energias negativas, se assim o preferirem, da natureza humana, a que uns se permitem influenciar e envolver mais do que outros. Infelizmente, cada vez mais, são esses que conseguem ter vidas mais leves e pacíficas, pois não só se deixam afectar menos pela podridão humana, como também se importam muito menos com o próximo, reduzindo dessa maneira a dor da sua própria existência e facilitando a "manutenção" da própria consciência.

É, eu também sinto muitas vezes que estou perdendo a fé, mas na verdade, é só parcialmente.

Porque, perco a fé no amor de alguém (mesmo que supostamente incondicional), na amizade de outrem, no valor de uma causa, mas no fundo a fé mantém-se... a fé de que em seguida será melhor. Aquela fé mantida agarrada com dentes e unhas, ou mesmo aquela renovada por um sorriso ou uma reconfortante palavra doce recebidos. Renovada precisamente por termos mantida a fé de podemos nos ter enganado, ou mesmo de que algo tenha mudado e que o futuro poderá ser mais sorridente, mais calmo e harmonioso, mais pacífico!
A fé de que amanhã, quando o sol voltar a nascer, o dia será um novo recomeço, apagando tudo que anteriormente tenha feito sangrar nosso coração.


Não há na vida muito mais coisas mais tristes do que sentirmo-nos sozinhos no mundo, em meio a uma multidão de gente. Se não fosse a fé no futuro, a vida acabaria, pois não teria razão de ser.

Beijões TJS e como diz a música há já tanto tempo... Keep the faith!

1 comentário:

Bruno disse...

Tudo na vida é feito de altos e baixos. A vida é uma sucessão de ciclos, por isso há k nos habituarmos aos mesmos... Aos altos, baixos, e pontos de transição.